No final da tarde fomos conhecer um sítio arqueológico, o “Cuevas de Walicho”, que fica no Cerro Walicho, às margens do Lago Argentino.

Lá encontramos várias inscrições rupestres originais dentro das cavernas do local. De acordo com a guia, elas foram feitas com sangue de animais como guanacos e riscadas com pedras coloridas da região, vermelhas e amarelas.

Infelizmente muitas foram vandalizadas pelo homo sapiens “civilizado” …. ☹ … Muitos turistas no passado, riscaram e destruíram as pinturas, quando não era controlado o acesso. Ainda bem que hoje o local está sendo vigiado por câmeras e a entrada é controlada.

A guia nos explicou muitas coisas sobre plantas e a história dos índios nativos da região. Esse passeio não é demorado e vale a pena a vista e a região. Mais fotos para nossa coleção!!

Como viajar também é aprender, então vamos lá… Aprendemos que o nome da cidade El Calafate é inspirado em uma planta da região Patagônica chamada Calafate. Encontramos várias delas tanto na Argentina quanto no Chile. É um arbusto silvestre com altura média de 1,5 m e cheio de espinhos. Seu aspecto lembra blueberry e o gosto é próximo da uva, sendo muito utilizada para fazer geléias, sorvetes e outros doces. Ah… ela deixa a língua roxa … rssssss. Uma curiosidade é que os Índios Tehuelches utilizavam essa planta para impermeabilizar couros e peles de animais, protegendo-os do frio. Os colonizadores europeus usavam para calafetar a madeira dos navios, daí a origem do seu nome.

Nesse dia conseguimos ver um pôr do sol melhor, mas devido às montanhas, ele acaba ficando por atrás e se põe antes do horário.

Como já tínhamos almoçado bem, resolvemos comer empanadas com vinho no nosso quarto. Dica: No mercado você encontra vinhos maravilhosos (nacionais…rssss) e com um preço muito bom. Não deixe de provar as empanadas no La Lechuza. Vários sabores, uma mais gostosa que a outra. Vale a pena provar!

E as aventuras continuam!

Abraços,

Mauro e Solange

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