Patagônia …. Nossa inesquecível “Viagem dos Sonhos”!!!
Há muito tempo essa viagem estava na nossa lista de desejos …
Já tínhamos como meta conhecer esse lugar tão especial, mas queríamos que fosse em uma época boa, com prazo adequado, para conseguirmos aproveitar todos os passeios que essa região maravilhosa pode proporcionar. Finalmente conseguimos a “combinação perfeita” no verão de 2018.
A Patagônia é uma região muuuuito grande, ocupando mais de 1 milhão de Km2 e tomando praticamente toda a metade sul dos territórios da Argentina e do Chile. Bariloche, por exemplo, pertence à porção norte da Patagônia Argentina.
Optamos por conhecer a parte sul da Patagônia, tanto a Argentina quanto a Chilena, além da Terra do Fogo (que é uma província à parte, mas uma espécie de “extensão” da Patagônia Argentina). Esta é a região mais comumente relacionada à Patagônia e onde encontramos suas principais e mais famosas atrações. Decidimos explorá-la detalhadamente, pois queríamos fazer o “pacote completo” e não sabemos quando e se teremos oportunidade de retornar a essa região de características tão únicas. Devido à sua localização privilegiada, a massa de gelo da Patagônia, que possui 350 km de comprimento, ocupando uma área de 16.800 km2, é a terceira maior do mundo, superado apenas pela Antárctica e pela Groelândia. Além disso, sua fauna, flora e paisagens são inigualáveis.
Como sempre dizemos e fazemos, nossas viagens começam muito antes, com um bom planejamento e pesquisas relacionadas ao lugar que queremos desbravar. Neste caso, optamos por contratar um pacote fechado de uma agência no Brasil basicamente por dois motivos. Em primeiro lugar, conseguimos viabilizar a viagem apenas um mês antes, o que deixou pouco tempo para um planejamento adequado para viajarmos por conta própria. Além disso, ficamos com um certo receio sobre uma eventual dificuldade de locomoção entre os locais visitados e da contratação das agências de turismo locais, necessárias/obrigatórias para certos passeios. Como encontramos um pacote bem completo, não hesitamos em escolher esta opção.
No final das contas, após o término da viagem, chegamos à conclusão que é totalmente viável fazer esse roteiro por conta própria. As estradas são muito boas, e em todos as cidades que nos hospedamos existem muitas agências conceituadas e habilitadas para a realização dos passeios para os quais elas sejam necessárias. Entendemos que a melhor opção para o deslocamento entre essas cidades seja o aluguel de um carro, mas a utilização de ônibus é uma alternativa interessante e econômica.
Vamos relatar nossas aventuras e “loucuras” dessa viagem, pois em alguns momentos até entre nós comentamos que para algumas pessoas somos loucos ou até alienígenas (rssss). Loucos a ponto de andar até 35 km em um único dia para ver um ponto turístico que estava na nossa lista de sonhos!
Agora você está convidado a conhecer nossas aventuras e as coisas maravilhosas que desbravamos nessa viagem. São 13 dias relatados nos “posts” abaixo, com dicas e nossa opinião sobre os lugares visitados. Venha viajar com a gente!!
Qual a melhor época para ir?
Sem dúvida o indicado é ir no período mais quente do ano, entre o final da Primavera e o comecinho do Outono (de Outubro ao começo de Abril). Isso porque nessa época todos os passeios estarão funcionando e a temperatura é muito mais agradável ou, em situações mais extremas, pelo menos suportável … Além disso, os dias tornam-se maiores quanto mais perto do Solstício de Verão (21 de Dezembro no Hemisfério Sul, que é a data oficial do começo da estação), e consequentemente o sol se põe mais tarde.
Os meses mais cheios e concorridos são Janeiro e Fevereiro, sendo Novembro, Dezembro e Março ótimas opções para quem pode e quer aproveitar a região com menos “concorrência”. Nós fomos em Março e adoramos!!! Desfrutamos de temperaturas prá lá de agradáveis e praticamente só precisamos usar nossos casacos, gorros e luvas quando estávamos em navegação (muito vento) ou perto das geleiras.
Nessa região da Patagônia entendemos que a viagem no inverno não é recomendável. Além do frio intenso, dos dias curtos, das cidades vazias (alguns hotéis e restaurantes fecham), muitos dos passeios não funcionam (como o imperdível trekking no gelo em Perito Moreno, por exemplo). Além disso, se sentimos frio nas navegações na época mais quente do ano, podemos imaginar qual a sensação térmica na mais fria … brrrrrr
O que precisa levar?
Independentemente da época do ano em que você visitar esta região, é muito importante levar roupa para frio intenso: casacos (no plural mesmo, fleece e/ou impermeáveis de preferência), segunda pele, luvas, gorro, cachecol, meias de lã, calças impermeáveis e, indispensável, pelo menos uma jaqueta corta-vento impermeável. Equipamentos para trilha também são importantíssimos, como sapato ou bota de trilha impermeável, bonés. Lembre-se também de proteger-se contra o sol, levando filtro solar, óculos escuros e até protetor labial.
Qual moeda levar?
Na Argentina, a moeda corrente é o Peso Argentino, enquanto que no Chile é o Peso Chileno. Comprar essas moedas aqui no Brasil nem sempre é a melhor alternativa, as opções são escassas e até por isso o câmbio nem sempre favorece. Se quiser levar dinheiro em espécie, acreditamos que a melhor opção seja o dólar, a conversão de moeda forte geralmente é mais favorável, ainda mais em lugares mais remotos. Caso fizer uma parada em Buenos Aires como nós, pode aproveitar e trocar reais por pesos argentinos lá, o câmbio pode ser até mais favorável que em dólar. Mas o mais importante é: pesquise na época da sua viagem a melhor alternativa, a economia nesse pedacinho de mundo está em constante mutação e dependendo da ocasião o que parece ser mais desvantajoso é a melhor opção.
Em todas as cidades que visitamos encontramos uma boa oferta de bancos com caixas eletrônicos para o caso de precisar sacar moeda local. Nesses locais também o cartão de crédito é relativamente bem aceito, mas em El Chaltén a aceitação é bem menor.
Como se virar com a língua?
Tanto na Argentina como no Chile, fala-se o espanhol. Isso facilita muito a nossa vida, porque o bom e velho “portunhol” permite que nos comuniquemos com relativa tranquilidade. Além disso, sendo um local de forte turismo internacional, o inglês é falado por uma quantidade bem razoável da população local, principalmente aqueles envolvidos em atividades turísticas.
Dicas de Reservas Antecipadas
Em nossas viagens, nós sempre procuramos fazer reservas antecipadas pela internet para os passeios mais concorridos, a partir do momento em que tenhamos a certeza da data em que ele vai ocorrer. Isso evita muitos contratempos e frustações. No caso específico dessa viagem, todos os passeios foram contratados com antecedência, visto que contratamos um pacote fechado de uma agência no Brasil. Apenas os ingressos para os Parques Torres del Paine, Los Glaciares e Tierra del Fuego foram comprados localmente, mas já com nossa entrada garantida pela agência.
Entendemos que é importante fazer a contratação dos passeios através das agências locais, conforme os posts específicos vão reforçar. Na época que fomos (Março), não teria sido necessário contratar antecipadamente, bastaria fazer isso ao chegar nas cidades correspondentes. Mas durante a altíssima temporada (Janeiro e Fevereiro) pode ser prudente fazer isso antecipadamente, através dos sites das agências locais.
Dicas de Idade
Entendemos que essa não é uma viagem recomendada para crianças muito novas e/ou bebês. Ao longo dos posts específicos você poderá verificar que a grande maioria dos passeios envolve contemplação de belezas naturais e um certo esforço físico. Por conta desses dois fatores, os pequenos não iriam curtir essa viagem na sua plenitude. Recomendamos esperar um pouco, a partir dos 10 anos provavelmente já dá para arriscar…
Já sobre a terceira idade, tirando os trekkings que envolvem um esforço físico maior, a viagem é totalmente recomendada.
Para os que tem, na média, entre 10 e 65 anos, entendemos que a viagem será aproveitada na sua plenitude.
Abaixo o Roteiro de 14 dias na Patagônia
Dia 1- Voo de São Paulo para Buenos Aires
Um dia juntos em Buenos Aires.
Dia 2 – Voo de Buenos Aires para El Calafate – Argentina
Conhecendo El Calafate – A porta de entrada para a Patagônia Argentina.
Dia 3 – De El Calafate para Puerto Natales de ônibus – Argentina/Chile
De “Busão” para Puerto Natales.
Dia 4 – Puerto Natales – Chile
Torres Del Paine – Um cenário fotogênico.
Dia 5 – Puerto Natales – Chile
Um cruzeiro até o Glaciar Serrano
Dia 6 – De Puerto Natales para El Calafate – ônibus – Chile/Argentina
Voltando para El Calafate de “Busão”.
Um pouco de arqueologia em El Calafate – CUEVAS DE WALICHO
Dia 7 – De El Calafate para El Chaltén de ônibus – Argentina
Navegação pelo lago Viedma até os pés do Glaciar Viedma
El Chaltén – A terra do trekking na Patagônia
Dia 8 – Explorando El Chaltén – Argentina
Lanchando no Glaciar Cerro Torre. Que tal? – Trekking Laguna Torre
Um pedacinho do Trekking Laguna Capri – Fotografando o Cerro Fitz Roy
Dia 9 – De El Chaltén para El Calafate de ônibus – Argentina
Dia 10 – De El Calafate para Perito Moreno (Parque dos Glaciares) de ônibus – Argentina
Glaciar Perito Moreno – Mágico e inesquecível
Mirantes – Uma visão indescritível
Dia 11 – De El Calafate para Puerto Bandera de ônibus e de barco para Estância Cristina- Argentina
Navegando entre Icebergs rumo à Estância Cristina.
Trekking na Estância Cristina – vista do Glaciar Upsala e caminhada pelo Canyon de Los Fossiles
Dia 12 – Voo de El Calafate para Ushuaia – Argentina
Dia 13 – Explorando Ushuaia – Argentina
Ushuaia – Uma visita ao fim do mundo
Passeio no Trem do Fim do Mundo.
Dia 14 – Voo de Ushuaia para São Paulo com conexão em Buenos Aires
Fizemos, amamos e recomendamos!
Esperamos que gostem,
Abraços
Mauro e Solange

